De manhã cedo passei no Roger, mas ele não acordou nem com a campainha nem o telefone. Fui para o Nuno sozinho, cantando Los Hermanos.
Aula de Geometria Sagrada. Incrível como na teoria é fácil ganhar dinheiro, conseguir emprego e levar a mulher pro motel com um uso simples de magia. Na prática, bem, está faltando muita prática ainda.
Meditações à parte, fui embora, passei no kung-fu porque meu professor queria dar algum recado. Assisti o fim da aula e fui embora para casa livre, leve, solto e meditado. No meio do meu almoça das 17hs, a Ana falou que havia um gato no quintal “desde manhã”. Fui ver o bichano!
De pêlo intacto, todo encolhido no canto da porta de vidro do quartinho, sem força para miar, salvo um miado longo e rouco. Triste. Servi leite e uns nacos de carne, o bicho mal conseguia abrir a boca. E tremia... fez frio hoje.
Voltei pro meu almoço. Tempos depois fui ver o bicho de novo. Tombado. Achei que estava morto, mas quem é forte vive mais e sofre mais, de acordo com a lei deste mundo. Fui pedir ajuda moral pra Ana
- O gato vai morrer, se deixar. O que você acha de colocar aqui pra dentro? Também, isso é foda... o que você acha?
[silêncio longo, luz da TV banhando a sala]
- Faz o que você quiser.
Nossa! Segura pra não matar. Voltei pra ver o gato, ele não ia durar muito. Não sabia nem se era macho ou fêmea. Liguei pra Raquel, já quase chorando, ela manja de gato e deve saber alguma coisa ou, no mínimo, como segurar o animal direito.
Antes de sair coloquei o gato numa caixa de papelão e cobri com um tapete para esquentar. Peguei a Raquel na USP e trouxe pra cá. O estado do bichano não era nada bom. O que significa duas coisas: veterinário e gastos.
Fui pra Cobasi. A vet japonesa (Dra. Claudia, se não me engano) nos atendeu muito bem, deu uma geral na gatinha, mas a coitada não tinha nem temperatura; hipotermia e desidratação na certa, entre outras coisas. Apesar dela ter melhorado no meio do caminho com o calor que pusemos nela, não foi suficiente. Morreu ali mesmo na mesa da vet. Triste fim. Provavelmente foi envenenada na rua.
Gatinha morta, eu morri com 40 contos e voltei pra casa, triste por mais uma coisa dar errado na minha frente, triste porquê sim, triste porque era a morte da bezerra. É incrível, ou não, que todo dia que estou tranqüilo e meditativo, acontece uma merda.
Estou pesquisando um transplante de pâncreas realizado pela Beneficência Portuguesa. Recebi a dica, fiz um telefonema, vou buscar mais informações no hospital agora.
Obviamente, um transplante não é tão fácil quanto virar um bife de picanha suína no richô (como escreve isso?!). Demora mais, exige mais finesse, tempo, etc. Porém, diferente da picanha, o transplante seria gratuito.
O incrível é o pós operatório, que também poderia levar a alcunha de “o resto da sua vida”. Tomar drogas imunossupressoras é a ordem do dia. E não é que descubro na internet, por um acaso - sim, porque eu não estava procurando nada disso – uma pessoa que fez o transplante e fala das suas experiências?
Quer se deleitar como eu já o fiz? Leia e tenha mais um assunto para falar com os pulhas dos seus colegas de bar: imunossuperssores!
Após um intervalo de 30 minutos e vários roadies ralando pelo salário, o momento tão esperado. Aerosmith!
Música de fundo bombando, um globo terrestre girando no telão principal, o símbolo alado aparecendo gradualmente, os pêlos se eriçando. Uma hora e quarenta de show, com direito a 18 clássicos e sucessos, para todos os gostos e críticas.
Entraram com “Love In An Elevator”, seguida de "Toys In The Attic" (nem acreditei!!) e "Dude (Looks Like a Lady)", que agitaram o público. Minha prima comentava sobre a última, “Essa aí até eu conheço, legal”. Depois, foi avez de "Fallin In Love", "Cryin" e "What it takes". Tantas emoções e reflexões neste momento.
Arrepiou mesmo quando tocaram “I Don’t Want To Miss A Thing”, não pela música, mas pela energia. Tem idéia do que é ver o Morumbi inteiro cantando uma mesma música!? O puto do público também só fez isso nessa música, para minha decepção.
Pontos negativos: multidão apática e anêmica, será que não eram tão fãs assim?? Deviam ter trocado o ingresso de pista comigo, seus putos! A mesa de som do Velvet parecia melhor adequada, um som mais limpo e equalizado.
Meus destaques para a apresentação de Toys In The Attic, Rag Doll, Sweet Emotion, os duetos de Tyler e Perry, os músicos e sua sintonia a quebradeira de guitarra e bateria na última música antes do bis. Rrrrrrrrrock!
Pontos positivos: todos os outros! Foda-se, era o Aerosmith!
Set list do Velvet Revolver: Let It Roll, Do It For The Kids, Suckertrain Blues, She Mine, Fall To Pieces, Crackerman, Get Out The Door, It’s So Easy, Quick Machine, Set Me Free, Sex Type Thing, Mr.Brownstone, Slither.
Set list do show do Aerosmith: Love In a Elevator, Toys In The Attic, Dude (Looks Like a Lady), Fallin’ in Love Is Hard On The Knees, Cryin’, What It Takes, Jaded, Baby Please Don’t Go, Stop Messing Around, Seasons Of Weather, Dream On, Janie’s Got a Gun, Livin’ On The Edge, I Don’t Want To Miss a Thing, Rag Doll, Sweet Emotion, Draw The Line, Walk This Way.
É a vez da minha resenha do show do Aerosmith, dia 12 de abril de 2007.
Antes de tudo, a lenda precedente. O Paiaka me presenteou com um ingresso no dia anterior. No dia do show, de tarde, minha prima me liga e diz que tem 2 ingressos na mão. De graça. Bom, pensei ou tentei chamar algumas pessoas e n ofim convoquei a Ana mesmo.
Fui até Perdizes buscar minha prima e depois enfrentei o trânsito para o estádio. Os estacionamentos mais em cima pediam a módica quantia de R$50, alegando que os estacionamentos mais próximos ao estádio solicitavam o valor simbólico de R$70. Estacionei na rua deixando na mão de um guarda - não flanelinha, guarda de rua mesmo, com guarita – morrendo R$20 paus e economizando10, já que ele pedira 30. Sou um judeu feliz!
Lá fora havia uma multidão de posers (fantasiados como Slash e Steven Tyler), flanelinhas, policiais, vendedores de cachorro-quente e bebidas, trânsito caótico (e meu carro estacionado por míseros 20 paus, huahuahua), filas enormes e cambistas vendendo de tudo, até maconha e cocaína (será que era sério?).
A chuva de 10 minutos que caiu não afastou ninguém do show, mas fez com que eu levasse minha “capa amarela hoo-ray”. Foi bom, porque sentamos em cima dela na arquibancada molhada.
O show do Velvet Revolver, para quem não sabe, composto dos ex Guns ‘n Roses Slash (guitarra), Duff McKagan (baixo) e Matt Sorum (bateria), ex-guitarrista do Wasted Youth, Dave Kushner, e do ex Stone Temple Pilots Scott Weiland nos vocais, entrou às 21hs05 com apenas cinco minutos de atraso. Tocaram músicas do seu álbum "Contraband", de 2004, algumas inéditas e ainda mandaram canções do Guns ("It's So Easy" e "Mr. Brownstone") e STP (“Sex Type Thing”), que achei o máximo!
Parece que o show era do Slash mesmo. Eu sou fã inveterado do STP, então aproveitei ao máximo a já conhecida para mim performance do Scott Weiland. Mas, voltando ao Slash, quando ele aparecia nos telões era uma comoção geral no estádio. Quem cresceu na década de 90 ouvindo rock e vendo aquela cartola, cigarrinho na boca, cabelão solto e longos solos com a guitarra na vertical, foi ao delírio.
Foi uma hora de show. Minhas palmas vão para os músicos e a mesa de som.
Hoje foi dia de sair de casa, dar carona pra molecada e filmar nosso filme trash de kung-fu. Interpretei um mestre, que fala enrolado, tem vários discípulos, lê Playboy e ainda finge que medita.
Joguei talco no cabelo e rosto pra dar um ar mais grisalho, mas um banho e várias enxaguadas depois ainda estou sentindo o talco grudado nos poros do rosto. Pena que não fiquei com nenhuma foto da filmagem, mas vou providenciar uma pelo menos.
Fomos no Kameron, na Vila Madalena, a Laura ia cantar com sua banda lá.
"7 contos + consumação" é algo que não me agrada, mas... foda-se
No início não ousava apostar em nada, mas o som deles ficou muito bom depois que efetivamente começaram o show. É um tipo de som que me agrada, bandas amadoras fazendo cover com competência. De Alanis e Doors, passaram por Raul e Tim Maia, e a balada ainda foi melhor pq rendeu muita besteira!
Primeiro fizemos o Marcão passar mal de arrependimento por ter perdido o 7x7 de UT no dia seguinte (além do churrasco na LAN).
Depois, eu e o Rogber estávamos inspiradíssimos e criamos várias besteiras.
Mais pro fim da noite, em conjunto, criamos definitivamente nossa banda, e acho que o nome vai ficar "Neo-Nerds" mesmo... já que a invenção é minha, acho que o Luis não vai se importar (ele vai alegar alguma coisa, já estou esperando, hehehe) - ele não lê blogs mesmo...
Banda: "Neo-Nerds"
Album: "Que Fuin Foi Essa?!"
Faixa 1: "Introdução" (5 segundos de grunhidos e ruídos humanos)
Tinha uma frase em mente, mas nenhum contexto para publicá-la. Pois que leio a postagem “Prólogo - A New Start For An Old Blog” do Laerte, e tenho prontamente um motivo.
A respiração humana é o quadro perfeito da vida. Cada inspiração confirma o nascimento e cada expiração prenuncia a morte.
Cris adverte: na próxima vez que me perguntarem no bar que faculdade a Ana está fazendo, já adianto. Ela trancou a matrícula novamente. Então não interessa o curso.
Poderia apostar que a Bruna entra na facul e termina antes da Ana se decidir na vida.
A matéria até que é boa, irônica e inteligente até o talo, mas dizer que o filme “300” não “tem um argumento”, mas apenas ”base numa reles história em quadrinhos de Frank Miller e Lynn Varley” chega a ofender. Reles? Heh.
Meu amigo, primo, pensador e irmão, Paiaka, me brindou com um ingresso pro Aerosmith.
Cara, isso representa tanta coisa para mim. Rock, tantas horas e dinheiro gastos com os cds, a resposta das letras, a devoção à banda. Minha péssima fase atual financeira, encostos que (não?) vão embora. Coisas parecidas que já fiz. O Velvet Revolver e o Aerosmith ao vivo. Uma amizade e amor que não posso expressar em palavras agora. Quiçá nunca poderei.
(...)
Representa muito pra mim, não só um show do Aero, mas tanta coisa embutida.
Obrigado MUITO, isso é impagável.
(trechos do texto retirados puramente por motivos de intimidade do Cris, que vou guardar pra mim)
"Os grandes desdenham as pessoas de espírito, que apenas têm espírito; e as pessoas de espírito desprezam os poderosos que apenas valem o que vale o seu poder"
Autor: La Bruyère
Os grandes desdenham as pessoas de espírito, que apenas têm espírito; e as pessoas de espírito desprezam os poderosos que apenas valem o que vale o seu poder; as pessoas em geral lastimam uns e outros que tiveram espírito ou poder sem nenhuma virtude. Quando vejo junto dos grandes, à sua mesa, e algumas vezes na sua intimidade, esses homens espertos, solícitos, intrigantes, aventureiros, espíritos perigosos e nocivos, e considero, por outra parte, quanto custa às pessoas de mérito aproximar-se desses grandes, não estou sempre disposto a crer que os mais sejam suportados por interesse ou que as pessoas de bem sejam assim tratadas como inúteis; acho mais certo e como confirmado este meu pensamento de que importância social e discernimento são duas coisas diferentes.
"Eu vou chutar sua cabeça até te arrebentar" é o que o Universo tem me falado
Parece que tudo dá errado.
Cheguei de viagem de Brotas na Páscoa para acordar na segunda-feira com sintomas de gripe. Foi só voltar para São Paulo? Ou é esta casa? A viagem esgotou meu dinheiro, então minhas novas atividades são: ver TV, mexer no computador (sem som), ler ou meditar. Estou sem grana até pra pagar o kung-fu de abril, vou negociar algo.
Ontem, segunda, peguei meu pc na revisão. Liguei só hoje, terça. Que legal, ora liga, ora não liga. Voltei lá e comprei logo um pente novo de memória (dinheiro do meu pai) já que esse era o problema. Qual não foi minha felicidade ao descobrir, só em casa, que, além de consertar tudo, eles formataram meu micro e tiraram minha partição D:\ !! Ok, formataram de graça e nem se ligaram, fizeram backup, mas tiraram a porra da partição! PQP.....
Agora dá pra voltar a procurar trampo. Os percalços desta tarefa, conversados ontem com a Carina, não são nada promissores. Voltar a assinar Catho? Quem sabe ser frentista e conseguir desconto na gasosa?
O Paiaka abriu tarot pra mim na viagem, e o sacana do baralho sempre me dá as respostas que eu já sei. Devo ficar feliz por estar "sábio e iluminado" ou aborrecido por não ter ganhado uma solução mágica? Quem sabe dar um tiro em alguém? Ou uma overdose de morfina? Uma vela para Deus?
E agora tenho que esperar uns dias para poder ter dinheiro e comprar os ovos de páscoa que eu queria dar. Capitalismo não, puro carinho e interesse - quem não é interesseiro no íntimo? Não se iluda... - Se tivesse mais grana presentearia com um creme anti-acne também.
Concluindo e parafraseando o BBK, "uma pedra para vocês". Não, pensando melhor, "um meteoro incandescente"!
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, A.Pinheiros, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Esportes, Música, Kung-Fu MSN - reipaladino@hotmail.com