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QUENGADA
Uma amiga nos emprestou a caixa de DVDs da 2ª temporada de Roma. Muito legal o seriado, eu nunca tinha visto.
Rola muita putaria no palavreado. E depois de duas horas de seriado, resolvi procurar a raiz da palavra “rameira”. De “rameira” fui parar em “meretriz” no dicionário.
O Houaiss nos fornece uma rica lista de sinônimos (fico me perguntando de onde tiraram tudo isso). Confiram.
Sinônimos alcouceira, andorinha, bagaço, bagageira, bagaxa, bandarra, bandida, barca, bebena, besta, biraia, bisca, biscaia, biscate, bocetinha, bofe, boi, bruaca, bucho, cação, cadela, cantoneira, caterina, catraia, china, clori, cocote, coirão, cortesã, courão, couro, cróia, croque, cuia, culatrão, dadeira, dama, decaída, égua, ervoeira, fadista, fêmea, findinga, frega, frete, frincha, fuampa, fusa, galdéria, galdrana, galdrapinha, ganapa, horizontal, jereba, loba, loureira, lúmia, madama, madame, marafa, marafaia, marafantona, marafona, marca, mariposa, menina, meretrice, messalina, michê, michela, miraia, moça, moça-dama, mulher-dama, mulher-solteira, mundana, murixaba, muruxaba, paloma, pécora, pega, perdida, perua, piranha, piranhuda, pistoleira, piturisca, prostituta, puta, quenga, rameira, rapariga, rascoa, rascoeira, reboque, rongó, solteira, tapada, tolerada, transviada, tronga, vadia, vaqueta, ventena, vigarista, vulgívaga, zabaneira, zoina, zorra;
E as locuções: mulher à-toa, mulher da comédia, mulher da rótula, mulher da rua, mulher da vida, mulher da zona, mulher de amor, mulher de má nota, mulher de ponta de rua, mulher do fado, mulher do fandango, mulher do mundo, mulher do pala aberto, mulher errada, mulher perdida, mulher pública, mulher vadia etc.
Coletivos femeeiro, quengada
Gramática dim.irreg.: meretrícula
Escrito por Rei Paladino às 09h27
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PROBLEMAS VELHOS
Um rascunho de postagem antigo que eu não fiz nem publiquei por pura preguiça de melhorar o texto vomitado em 5 minutos durante o expediente.
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"CONVIVENDO COM O STRESS - Sensação de impotência diante dos aborrecimentos diários ou de eventos catastróficos, uma das principais angústias do homem moderno".
Esse é o título de uma palestra.
Balela! A sensação de nanismo (eu evito a palavra "impotência") diante de situações do dia-a-dia existem desde que o homem é homem... ou mulher... ou algo assim.
Imagina uma "mulher das cavernas" menstruando sangue por dias - e ela não devia ser nada bonita, sem chapinha, shampoo, lixa de unha, depilady nem perfumes - o povo e a própria mulher, totalmente perplexos com aquela situação bizarra e nova pra eles. Ninguém tinha noção.
O que é neve? Por que o sol nasce? Aliás, o que é aquela bola que sobe aos céus todo dia? E por que ele insiste em fazer isso? Aliás, até hoje, ninguem conseguiu explicar o que é o fogo, né?
Vamos fazer o seguinte, já que eu não sei essas respostas, minha próxima colheita que for estragada pela tempestade eu vou dedica-la a ... aah.... hummm... vou dedicar ao Diabo. Mas se nasceer filho homem e chover no dia certo, foi graças a Deus.
Dizer que o homem moderno enfrenta a dificuldade moderna dos problemas modernos, o stress moderno... ah vá se consultar com um terapêuta moderno! Dê 2 camelos, uma enxada e um pouco de frutas pra ele em troca da ajuda moderna!
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É horrível sentir repugnância e não conseguir expressar. É mais fácil bater em alguém. Não é, senão por coincidência é que existem mais Hooligans do que escritores.
Escrito por Rei Paladino às 01h58
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CRISE SUBPRIME AMERICANA
Entendendo a complexidade da crise subprime americana
"Entender a crise não é fácil (vide as tentativas de David Leonhardt, em um excelente artigo para o NYT). Mas permitam-me oferecer um similar nacional, pesquisado pelo nosso intrépido correspondente Osto Craudiley.
É assim: o seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constitui, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a que se façam operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece ( as tais cadernetas do seu Biu ).
Esses derivativos estão sendo negociadas como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia "sifu".
Escrito por Rei Paladino às 09h06
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